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Ando com o "trio P" na cabeça. Comecei a pesquisar o que vale a pena ser comprado no Brasil e o que vale muito a pena comprar fora. Carrinho é uma coisa quase impossível de ser comprada por aqui. Vi alguns modelos da Graco que gostei muito. Um deles é super leve, não é um trambolho e ainda é travel system (conjunto de carrinho + bebê conforto, eles se encaixam e são da mesma estampa). O bom é que o bebê conforto serve de cadeirinha para o carro e se o bebê está dormindo não precisa acordar o coitadinho, é só tirar a cadeirinha e encaixar no carrinho. Super útil.
Combinei com o meu marido que depois da chegada do bebê a nossa casa não vai parecer um mostruário. Sabe como é, quem tem bebê começa a deixar tudo espalhado na sala: carrinho, mamadeira, brinquedo, fralda, babá eletrônica, mantinha, sapatinho, chupeta. Eu sei que a língua é o chicote do c* (piiii!!), mas não quero que minha casa vire de ponta a cabeça. Já basta a Juno, nossa york, que espalha todos os brinquedinhos pela casa.
Sou muito paranóica com algumas coisas. Fico pensando: e se eu não puder ter filho? Se o meu marido não puder? É uma coisa que quero tanto, que sempre sonhei, será que vai sair algo errado? E se eu engravidar e perder? Tudo bem, sei que isso acontece com muitas mulheres, ainda mais na primeira gestação. Mas e se eu perder o primeiro e o segundo e o terceiro e todos? E se durante a gravidez eu descobrir uma doença horrível? E se durante a gravidez eu descobrir que o bebê tem uma doença horrível? E se eu tiver algum problema e ele tiver que nascer antes? E se não conseguir se desenvolver direitinho? E se eu morrer? E se ele morrer? E se meu marido tiver que escolher salvar a mulher ou o bebê? E se eu tiver pré-eclâmpsia? Morro de medo disso, afinal, tenho Pânico e pressão alta. Já pensou se com seis meses de gestação a minha pressão vai lá nas alturas e o médico tem que fazer um parto de emergência? Não sei se sou normal, só sei que esse bando de coisas passam pela minha cabeça. Tento afastar os pensamentos, tento pensar positivo e me concentrar em coisas boas, mas confesso que volta e meia essas coisas me assombram, parece que eu não tenho permissão para ser feliz e concretizar meus sonhos, entende? É meio maluco, não sei explicar direito, mas parece que não tenho esse direito. Morro de medo de algo acontecer e eu não conseguir ser mãe.
O ginecologista está marcado para o dia 21 de fevereiro. Sei que eles só pedem exames investigativos em caso de suspeita de infertilidade, mas acho que vou pedir todos de uma só vez, só pra ter certeza de que está tudo bem, tudo ótimo com a gente. Ainda bem que o meu gineco é um amor de gente e sabe que sou meio neurótica.
Devo ser a mais ansiosa do pedaço. Sempre fui assim, desde pequena. Lembro que nunca consegui esperar até o Natal para abrir os presentes. Na véspera, quando a minha mãe deixava tudo prontinho perto da lareira, eu ia pé por pé quando todos estavam dormindo e espiava os presentes de cada um. Depois voltava para o quarto, aliviada com as descobertas. No dia de Natal, fazia cara de surpresa na hora de abrir os meus presentes. De qualquer forma, já comecei a tomar um floral pra dar uma segurada na ansiedade. Vamos ver se funciona.
